A recente lesão de Raphinha representa um novo desafio para Carlo Ancelotti na montagem do lado direito da Seleção Brasileira. O atleta, que atua pelo Barcelona, ficará fora do torneio por tempo indeterminado devido a uma lesão muscular na coxa direita, o que significa que não participará, ao menos, da partida contra a Escócia, marcada para quarta-feira (24), em Miami.
Raphinha, que teve uma atuação destacada na vitória da Seleção sobre o Haiti por 3 a 0, é considerado uma peça-chave pela sua capacidade de acelerar o jogo. O meia Lucas Paquetá comentou a importância do jogador, ressaltando que a ausência de um atleta com seu perfil exige uma rápida reestruturação do time.
Além de Raphinha, Ancelotti já lidava com os desfalques de Éder Militão, Estêvão, Rodrygo e Wesley, que integravam os planos iniciais do treinador para a Copa do Mundo. O grupo, que já enfrentava dificuldades, viu suas opções reduzidas em um momento crucial da competição. Nesse contexto, o Brasil lidera o grupo C com quatro pontos e está virtualmente classificado para a próxima fase.
A falta de laterais ofensivos se torna uma preocupação, já que Danilo e Ibañez, as alternativas para a lateral direita, possuem características mais defensivas. Ambos atuam como zagueiros em seus clubes e chegaram à América do Norte após as lesões de Wesley e Vanderson. Militão, que já havia jogado na posição durante a Copa do Mundo de 2022, também não está disponível devido a uma lesão que sofreu em abril.
Sem opções que possam contribuir para o ataque, Ancelotti reconheceu as carências dessa posição, que se tornaram evidentes nos jogos contra Marrocos (1 a 1) e Haiti, onde a equipe apresentou dificuldades ofensivas. O desempenho do lado direito, que contava com Raphinha, era crucial para equilibrar as ações, especialmente considerando seus 21 gols e oito assistências em 33 partidas nesta temporada.
Vinícius Júnior se firmou como a principal referência do lado esquerdo sob o comando de Ancelotti. No entanto, Estêvão e Rodrygo, deslocados para outras posições, também enfrentaram problemas físicos e não foram convocados. Com essas mudanças, a Seleção agora conta com jovens atacantes como Gabriel Martinelli, Luiz Henrique, Rayan e Endrick, que têm a chance de se destacar.