Um vídeo que circula nas redes sociais revelou um casal em um momento íntimo no Jardim Botânico de Curitiba, chamando a atenção de internautas por sua natureza controversa. A gravação foi feita por uma jovem que passeava pelo parque e foi publicada na segunda-feira (15), rapidamente se tornando viral. O conteúdo mostra um casal de jovens trocando carícias em um dos bancos do parque, mas não exibe cenas de nudez ou atividades sexualmente explícitas.
Nos comentários da publicação, que já conta com quase 6 milhões de visualizações e 1,2 milhão de curtidas, muitos usuários fizeram brincadeiras sobre a situação, enquanto outros levantaram questionamentos sobre a adequação do ato em um espaço público. Uma internauta expressou sua preocupação ao dizer: “O povo julgando, mas imagina ir passear com crianças e ver algo assim. É uma falta de respeito sim.”
Outra usuária, em tom mais incisivo, comentou: “Sou amargurada, já ia chamar a polícia.” Apesar das reações, especialistas e a legislação destacam que, embora a cena possa causar desconforto, o ato de demonstrar afeto em público não é, por si só, considerado crime. O artigo 233 do Código Penal trata de atos obscenos, mas se restringe a práticas sexuais explícitas ou à exposição íntima em locais públicos.
Ainda que a demonstração de carinho não configure crime, frequentadores que se sentirem ofendidos ou que identifiquem comportamentos que possam desrespeitar as normas do espaço público têm a opção de acionar a Guarda Municipal para orientação e eventual atendimento no local. O Jardim Botânico, conhecido por sua beleza e tranquilidade, é um espaço de lazer frequentado por famílias e pessoas de todas as idades, o que torna o debate sobre o limite da exposição de afeto ainda mais pertinente.
Com a viralização do vídeo, a discussão sobre o que é aceitável em ambientes públicos e as reações da sociedade seguem em alta, refletindo a diversidade de opiniões sobre comportamentos e moralidade em espaços abertos. Enquanto alguns defendem a liberdade de expressão do afeto, outros argumentam que é necessário respeitar o ambiente e as pessoas que o frequentam.