Na quarta-feira (17), autoridades americanas divulgaram um memorando de entendimento que formaliza o compromisso do Irã de diluir seu urânio enriquecido. Em contrapartida, Os Estados Unidos, junto a países aliados, prometeram um fundo de reconstrução de 300 bilhões de dólares para o Irã. Esse acordo representa um passo significativo nas relações entre os dois países e pode ter impactos diretos na economia iraniana.
Segundo o documento, o Irã terá a possibilidade de retomar suas vendas de petróleo assim que o memorando for assinado. As negociações também incluem a criação de um mecanismo para gerenciar as reservas de urânio enriquecido iranianas, que será supervisionado pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica). Um alto funcionário do governo dos EUA destacou a importância da metodologia que será utilizada para a diluição do urânio.
A promessa de um fundo de 300 bilhões de dólares (equivalente a 1,51 trilhão de reais) para o desenvolvimento econômico da República Islâmica foi feita pelos Estados Unidos em coordenação com parceiros regionais. Esse valor mínimo é um indicativo do comprometimento dos EUA em estabelecer um plano abrangente para a reconstrução do Irã.
O acordo foi ALCANÇADO no último domingo (14) e prevê o fim “imediato e permanente” das operações militares em diversas frentes, incluindo o Líbano. A cerimônia de assinatura está programada para sexta-feira (19), em Genebra, e é considerada um sinal de que a instabilidade no Oriente Médio pode estar se aproximando do fim, após mais de três meses de conflitos.
Donald Trump, em sua rede social Truth Social, expressou sua satisfação com a conclusão do acordo, parabenizando todos os envolvidos. O presidente dos EUA também autorizou a abertura sem cobrança de pedágio do Estreito de Ormuz e o levantamento imediato do bloqueio naval dos Estados Unidos, incentivando o fluxo de petróleo na região.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou em sua conta no X que um acordo “FOI ALCANÇADO”. O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, também corroborou a informação, afirmando que o acordo com Os Estados Unidos marca o fim imediato da guerra, destacando as vitórias do Irã neste contexto de conflito.