O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta nesta terça-feira (9) sobre a possibilidade de um novo episódio de El Niño. Esse fenômeno climático global é caracterizado por elevações nos ventos e nas temperaturas da superfície do mar no Oceano Pacífico tropical.
Para que um evento de El Niño seja considerado, o Índice Oceânico Niño Relativo (Roni) deve permanecer igual ou acima de 0,5°C por, no mínimo, cinco trimestres. O Inmet informa que, com base nos dados observados em maio e nas projeções atuais, o primeiro trimestre a atingir esse critério será o de abril a junho de 2024.
O Inmet realiza o monitoramento das condições no Oceano Pacífico Equatorial, focando na Temperatura da Superfície do Mar (TSM) e em outros indicadores atmosféricos e oceânicos relacionados ao fenômeno. Além disso, analisa previsões e boletins dos principais centros meteorológicos internacionais que se especializam em clima.
Uma nova nota técnica sobre a evolução do fenômeno deve ser divulgada pelo Inmet ao final desta semana. Em complemento, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) também alertou, na última terça-feira (2), que há 80% de probabilidade de um episódio de El Niño ocorrer entre junho e agosto de 2026, o que eleva o risco de eventos meteorológicos extremos nos próximos meses.
A OMM prevê um episódio que pode ser moderado a forte, conforme apontado em suas atualizações. A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, destacou a necessidade de preparação para um episódio de El Niño que pode intensificar secas, provocar chuvas intensas e aumentar o risco de ondas de calor, tanto em terra quanto nos oceanos.
O fenômeno é caracterizado pelo aumento das temperaturas de superfície no centro e leste do Pacífico equatorial, ocorrendo a cada dois a sete anos e durando entre nove a doze meses. O último episódio de El Niño, que se estendeu por 2023 e 2024, fez desses anos os mais quentes já registrados, afetando o clima mundial de forma abrangente durante vários meses.