Inmet alerta sobre a possibilidade de novo fenômeno El Niño até 2026

Instituto Nacional de Meteorologia emite aviso sobre condições favoráveis ao fenômeno El Niño, que pode causar eventos climáticos extremos. Organização Meteorológica Mundial aponta 80% de chance de ocorrência entre junho e agosto.
Foto: O instituto monitora as condições no Oceano Pacífico Equatorial, quanto à
Foto: O instituto monitora as condições no Oceano Pacífico Equatorial, quanto à

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta nesta terça-feira (9) sobre a possibilidade de um novo episódio de El Niño. Esse fenômeno climático global é caracterizado por elevações nos ventos e nas temperaturas da superfície do mar no Oceano Pacífico tropical.

Para que um evento de El Niño seja considerado, o Índice Oceânico Niño Relativo (Roni) deve permanecer igual ou acima de 0,5°C por, no mínimo, cinco trimestres. O Inmet informa que, com base nos dados observados em maio e nas projeções atuais, o primeiro trimestre a atingir esse critério será o de abril a junho de 2024.

O Inmet realiza o monitoramento das condições no Oceano Pacífico Equatorial, focando na Temperatura da Superfície do Mar (TSM) e em outros indicadores atmosféricos e oceânicos relacionados ao fenômeno. Além disso, analisa previsões e boletins dos principais centros meteorológicos internacionais que se especializam em clima.

Uma nova nota técnica sobre a evolução do fenômeno deve ser divulgada pelo Inmet ao final desta semana. Em complemento, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) também alertou, na última terça-feira (2), que há 80% de probabilidade de um episódio de El Niño ocorrer entre junho e agosto de 2026, o que eleva o risco de eventos meteorológicos extremos nos próximos meses.

A OMM prevê um episódio que pode ser moderado a forte, conforme apontado em suas atualizações. A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, destacou a necessidade de preparação para um episódio de El Niño que pode intensificar secas, provocar chuvas intensas e aumentar o risco de ondas de calor, tanto em terra quanto nos oceanos.

O fenômeno é caracterizado pelo aumento das temperaturas de superfície no centro e leste do Pacífico equatorial, ocorrendo a cada dois a sete anos e durando entre nove a doze meses. O último episódio de El Niño, que se estendeu por 2023 e 2024, fez desses anos os mais quentes já registrados, afetando o clima mundial de forma abrangente durante vários meses.