Um terremoto de magnitude 6,1 ocorreu no oeste de Cuba nesta segunda-feira (8), com epicentro situado a aproximadamente 104 km a oeste-noroeste de Mantua, na província de Pinar del Río. O evento sísmico foi registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) por volta das 14h (horário do leste dos EUA), a uma profundidade de cerca de 10 km. Inicialmente, a magnitude do tremor havia sido estimada em 6,4, mas foi posteriormente revisada para 6,1.
O abalo foi sentido de forma moderada em diversas regiões de Cuba, como Havana e outras províncias ocidentais. O tremor atravessou o estreito da Flórida, sendo relatado por moradores em cidades como Miami, Fort Lauderdale, Orlando (incluindo Walt Disney World), Tampa e áreas do sudoeste da Flórida.
Até o momento, não há registros oficiais de vítimas, feridos ou danos materiais significativos, conforme informações das autoridades cubanas do Centro Nacional de Investigaciones Sismológicas (CENAIS) e de agências dos Estados Unidos. O tremor teve duração de aproximadamente 20 segundos em algumas localidades, levando muitos a evacuarem prédios por precaução. Em Miami, os moradores relataram vibrações leves, como lâmpadas balançando, mas os departamentos de bombeiros e de gestão de emergências asseguraram que não houve impactos estruturais.
O Pacific Tsunami Warning Center e outras agências afirmaram que não existe risco de tsunami. O USGS classificou a possibilidade de perdas como baixa (nível verde), indicando uma probabilidade reduzida de impactos graves. Réplicas do sismo são esperadas nas próximas horas e dias, uma ocorrência comum na região tectônica que marca a fronteira entre as placas do Caribe e da América do Norte.
Esse terremoto acontece em um contexto de grave crise energética e humanitária que Cuba enfrenta em 2026, caracterizada por apagões prolongados, escassez de combustível, alimentos e medicamentos. Apesar do impacto direto do sismo parecer limitado, a vulnerabilidade das infraestruturas cubanas, muitas delas envelhecidas, pode complicar as avaliações iniciais.
As autoridades cubanas, juntamente com a Defesa Civil, estão monitorando a situação. Recomenda-se que a população permaneça atenta a possíveis réplicas, evite estruturas que possam ter sido danificadas e siga as orientações das autoridades competentes.