Cine PE celebra 30 anos com homenagens e premiados da edição 2026

A 30ª edição do Cine PE, encerrada no último domingo, premiou filmes de diversas regiões e homenageou importantes nomes do cinema, destacando a trajetória de Alfredo Bertini e a contribuição de Claudia Abreu e dos irmãos Gullane.
Cerimônia de encerramento do Cine PE 30 anos — Foto: 1 de 1 Cerimônia de encerra
Cerimônia de encerramento do Cine PE 30 anos — Foto: 1 de 1 Cerimônia de encerra

A 30ª edição do Cine PE chegou ao fim no último domingo (7/6), após uma semana dedicada a celebrar o cinema pernambucano e brasileiro, além de marcar os 30 anos do festival. A cerimônia de encerramento premiou produções de diferentes estados, incluindo um suspense do Distrito Federal, um documentário de Olinda, um thriller de São Luís e uma ficção distópica do Rio de Janeiro.

O grande destaque da noite foi o longa-metragem Mapas, oriundo do Distrito Federal, que conquistou cinco estatuetas Calunga, incluindo Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Montagem e Melhor Edição de Som, além do Prêmio Especial do Público e Melhor Ator. Esta produção, dirigida por Rafael Lobo, traz uma interpretação fantasmagórica das lendas da capital federal.

A lista de premiados inclui também produções relevantes da Mostra Competitiva de Curtas Pernambucanos e Nacionais, com diversas categorias sendo contempladas. O curta Mercado Central, do Maranhão, também se destacou ao levar para casa prêmios significativos, reafirmando a qualidade do audiovisual brasileiro.

Durante o evento, foram prestadas homenagens a figuras importantes do cinema, como a atriz Claudia Abreu, que fez sua estreia no cinema com o filme Tieta do Agreste (1996), e aos irmãos Caio e Fabiano Gullane, que são responsáveis por uma das maiores produtoras do setor no Brasil. O festival também lembrou os clássicos Baile Perfumado (1996) e O Cangaceiro (1997), fundamentais para a história do cinema local.

Infelizmente, a edição deste ano foi marcada pela perda de Alfredo Bertini, idealizador do Cine PE, que faleceu em 4 de junho, um dia após passar por um transplante de fígado. A equipe do festival expressou sua tristeza pela perda e destacou a importância de Bertini na construção do evento, que ao longo dos anos ajudou a revelar novos talentos e promover o cinema brasileiro.

Com uma trajetória que se confunde com a história do cinema em Pernambuco, o Cine PE continua a ser um espaço de valorização e reconhecimento do audiovisual, contribuindo para a formação de novas gerações de cineastas e o fortalecimento do setor no Brasil.