A União Europeia confirmou na sexta-feira (5) a decisão de vetar a importação de carnes brasileiras, com efeito a partir do dia 3 de setembro. O bloco alega que o setor pecuário do Brasil não atende às novas regulamentações sanitárias que foram implementadas, com foco na proibição do uso de antimicrobianos na criação de animais.
O comunicado, assinado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, detalha que a interrupção das compras afeta diversos produtos de origem animal, incluindo bovinos, equídeos, aves, aquicultura, mel e tripas. A decisão representa um novo desafio para o Brasil, principal exportador de carne para a Europa.
Em 12 de maio, a União Europeia já havia excluído o Brasil de uma lista de países habilitados para exportar carne ao continente. A exigência da UE é que o governo brasileiro apresente garantias adicionais que comprovem o cumprimento das normas sobre antimicrobianos, que incluem antibióticos utilizados na criação de animais.
O documento da Comissão Europeia enfatiza que o Brasil não forneceu as informações necessárias para assegurar a implementação das novas medidas sanitárias exigidas pelo bloco. Essa situação é preocupante, especialmente considerando que o mercado europeu representa cerca de US$ 1,8 bilhão das exportações da indústria de carnes brasileira.
Os Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores do Brasil ainda não emitiram um posicionamento formal sobre a nova decisão da União Europeia. A expectativa é que o governo busque alternativas para atender às exigências da UE, a fim de reverter essa proibição e manter o fluxo de exportações para o continente europeu.