A recente classificação do PCC e do Comando Vermelho pelos Estados Unidos como organizações terroristas globais provocou reações no cenário político brasileiro. Entretanto, a ex-ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, optou por desviar o foco desse importante reconhecimento e direcionou suas críticas à família Bolsonaro, chamando-os de "traidores da pátria" e acusando-os de celebrar uma "ingerência estrangeira". Essa postura levanta questionamentos sobre a prioridade do PT em relação à segurança pública.
A reação esperada de um cidadão preocupado com a segurança pública seria, no mínimo, um reconhecimento da gravidade da situação. O governo americano intensifica suas ações contra facções que atuam em atividades criminosas, como tráfico de drogas e homicídios, mas a resposta do PT foi uma reclamação. Gleisi Hoffmann expressou sua preocupação com a soberania nacional, mencionando recursos como petróleo, terras raras e a Amazônia, mas não demonstrou indignação proporcional em relação às organizações criminosas.
A ex-ministra fez referência à Operação Carbono Oculto II como um exemplo do controle do governo Lula sobre a situação de segurança. Ela ainda abordou a importância da Lei Antifacção e pediu a aprovação de uma PEC relacionada à segurança. No entanto, surgem questionamentos sobre a eficácia dessas medidas, especialmente considerando que o PCC e o CV se tornaram ameaças reconhecidas durante períodos em que o PT estava no poder.
Gleisi poderia ter adotado uma postura diferente, afirmando que o Brasil possui capacidade para enfrentar o PCC e o CV sem depender de intervenções externas. Essa posição poderia ser considerada digna, mas a escolha foi atacar Bolsonaro e defender uma soberania abstrata enquanto minimizava a gravidade das organizações que causam milhares de mortes no país.
A mensagem enviada aos brasileiros que convivem com a violência do tráfico e a presença de facções em suas comunidades é clara: para o PT, a questão não é o crime em si, mas quem se atreve a falar sobre ele. Essa postura pode ser prejudicial para aqueles que vivem em regiões afetadas pela criminalidade e esperam um posicionamento sério e eficaz das autoridades competentes.