Uma operação do FBI, realizada em 18 de maio, resultou na prisão de David Rush, ex-alto funcionário da CIA, em sua residência. Os agentes encontraram 303 barras de ouro, além de US$ 2 milhões em dinheiro e 35 relógios de luxo, entre eles vários da marca Rolex. O valor total das barras de ouro é estimado em cerca de US$ 40 milhões, equivalendo a aproximadamente R$ 202 milhões.
As investigações indicam que Rush ocupava uma posição de destaque na CIA e havia solicitado a liberação de uma quantia significativa em moeda estrangeira e dezenas de milhões de dólares em barras de ouro. Ele justificou esse pedido como necessário para um trabalho sigiloso, mas até agora não há clareza sobre a real finalidade dos recursos liberados entre novembro e março.
Rush enfrentou acusações formais por desvio de recursos públicos. Ele é acusado de roubar grandes quantidades de dinheiro que deveriam ser destinadas a despesas da agência de inteligência americana. As autoridades afirmam que Rush “desviou, roubou, subtraiu ou conscientemente se apropriou de um bem de valor dos Estados Unidos”.
A apreensão do ouro e outros bens é parte de uma investigação mais abrangente do FBI, que inicialmente buscava verificar se Rush havia fornecido informações falsas sobre sua formação acadêmica e histórico militar. A CIA teria apontado “possíveis violações da lei” cometidas por Rush, o que levou a investigações mais profundas.
Entre as supostas falsificações estão diplomas de instituições renomadas, como a Universidade Clemson, na Carolina do Sul, e o Instituto Politécnico Rensselaer, em Nova York. No entanto, Rush nunca frequentou essas universidades. Ele se alistou na Marinha em 1997 e serviu como tenente na reserva até 2015, mas não passou por avaliações como piloto durante esse período.
Embora os detalhes sobre sua função na CIA não tenham sido totalmente revelados, sabe-se que Rush possuía habilitação de nível secreto máximo e acesso a informações classificadas, o que agrava a situação do caso em termos de segurança nacional.