Além das novas obrigações, a norma prevê fiscalização rigorosa e a aplicação de multas em casos de assédio moral, pressão excessiva, metas abusivas e jornadas de trabalho exaustivas, que podem levar ao adoecimento emocional dos funcionários. As empresas tiveram um prazo para se adaptar às novas exigências, que foram anunciadas em 2025.
No centro médico Eco Labs, localizado em Curitiba e com mais de 170 funcionários, a saúde emocional já faz parte da rotina corporativa. A empresa, especializada em medicina diagnóstica, implementou espaços de descanso e um programa de acolhimento que inclui consultas clínicas e psicológicas gratuitas. Além disso, foi realizado um mapeamento dos riscos de saúde dos colaboradores, abrangendo tanto questões físicas quanto mentais, por meio de pesquisas e questionários estruturados.
Camila Rodrigues, consultora em tecnologia e gestão em saúde, destacou a importância desse mapeamento. "A gente trouxe um mapeamento de todos os colaboradores para identificação dos riscos de saúde que eles poderiam ter, desde hipertensão, diabetes, à saúde mental, para atuar também na prevenção", afirmou. Essa abordagem demonstra a preocupação da empresa em criar um ambiente de trabalho que priorize o bem-estar de seus funcionários.
Essas mudanças refletem uma tendência crescente entre as empresas de priorizar a saúde mental, reconhecendo que o bem-estar emocional dos colaboradores está diretamente relacionado à produtividade e ao clima organizacional. Com a nova NR-1, espera-se que mais empresas adotem práticas que promovam a saúde mental no ambiente de trabalho, contribuindo para um cenário corporativo mais saudável e sustentável.