Os assessores do senador Flávio Bolsonaro, do PL, estão apostando em uma "decantação" da crise que envolve a sua campanha, especialmente em relação à relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. A expectativa é de que a repercussão negativa desse caso diminua nos próximos dias, possibilitando que Flávio recupere terreno perdido nas pesquisas eleitorais.
Recentemente, levantamentos mostraram uma queda nas intenções de voto de Flávio, que se encontra em desvantagem significativa em relação ao atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. A estratégia da campanha, conforme explicam fontes próximas, é reforçar a agenda com temas que ressoam com a base bolsonarista, incluindo uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vista como um movimento estratégico.
Os aliados de Flávio estão confiantes de que, com o tempo, a questão envolvendo Vorcaro não será mais o foco do noticiário político, permitindo uma estabilização na campanha do senador após as recentes turbulências.
Em uma pesquisa realizada pelo instituto Nexus em parceria com o banco BTG Pactual, Lula se destaca nas intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais, que ocorrerão em 4 de outubro. O levantamento indica que Lula, que busca a reeleição, apresenta entre 41% e 40% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 35%, mantendo-se na segunda posição.
Além disso, em um cenário de segundo turno, Lula continua à frente, com 47% das intenções de voto contra 43% de Flávio. O presidente petista ganhou um ponto percentual em comparação ao levantamento anterior, enquanto Flávio viu sua porcentagem cair em 2 pontos percentuais. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, o que sugere um empate técnico entre os dois candidatos.
O estudo, que ouviu 2.045 eleitores de todo o Brasil entre os dias 22 e 24 de maio, foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04193/2026.