China inicia missão espacial com astronauta que ficará um ano em órbita

A China lançou neste domingo (24) a missão Shenzhou-23, que levará um astronauta para uma estadia de um ano na estação espacial Tiangong, parte de seu projeto para enviar humanos à Lua até 2030.
design-sem-nome-2026-05-24t105139.992-750x450-1

Neste domingo (24), a China deu início à missão Shenzhou-23, na qual um astronauta permanecerá no espaço por um ano, um marco importante na trajetória do país em direção ao envio de humanos à Lua até 2030.

A missão, que se inicia às 23h08 (12h08 no horário de Brasília), será realizada com o lançamento do foguete Longa Marcha 2F, que partirá do Centro Espacial de Jiuquan, localizado no Deserto de Gobi, no noroeste da China. A espaçonave Shenzhou transportará três astronautas para a estação espacial Tiangong, conhecida como “Palácio Celestial” em chinês.

Um dos astronautas, que ainda será selecionado, ficará em órbita por um período de um ano, permitindo que cientistas realizem estudos sobre os efeitos da microgravidade prolongada, fundamentais para futuras missões lunares ou até mesmo a Marte. Este também será o primeiro voo espacial de um astronauta de Hong Kong, Li Jiaying, de 43 anos, que anteriormente atuou na polícia do território.

Os outros membros da tripulação são o comandante Zhu Yangzhu, de 39 anos, um engenheiro aeroespacial, e Zhang Zhiyuan, também de 39 anos, um ex-piloto da força aérea que fará sua estreia no espaço. Durante a missão, a equipe realizará uma série de experimentos em várias áreas, incluindo ciências da vida, materiais, física de fluidos e medicina.

Os desafios que os astronautas enfrentarão incluem a perda de densidade óssea, atrofia muscular, exposição a radiações, distúrbios do sono e fadiga psicológica e comportamental. Richard De Grijs, astrofísico da Universidade Macquarie, ressaltou a importância desses estudos para a compreensão dos efeitos da longa permanência em ambientes de microgravidade.

A seleção do astronauta que permanecerá um ano em órbita dependerá do andamento da missão Shenzhou-23, conforme informado por um representante da Agência Espacial Tripulada da China (CMSA). Além disso, está previsto para este ano o voo de teste em órbita da espaçonave Mengzhou, que substituirá a Shenzhou em futuras missões tripuladas à Lua.