Uma mulher viveu uma situação extrema de violência em Quinta do Sol, no Centro-Oeste do Paraná, ao informar ao companheiro que desejava terminar o relacionamento. A vítima, identificada como Maria Carolina, foi submetida a espancamentos e torturas dentro de sua própria casa, onde ficou em cárcere privado por vários dias. O suspeito, Carlos Manoel dos Santos, de 22 anos, foi detido pela Polícia Militar após a mulher conseguir buscar atendimento médico em um pronto-socorro.
As agressões tiveram início na segunda-feira, dia 18, logo após Maria Carolina comunicar sua decisão ao parceiro. Revoltado, Carlos iniciou uma série de abusos físicos e psicológicos. A vítima relatou ter sido agredida com socos e tapas, além de ter sofrido asfixia quando o homem utilizou o cabo de uma enxada contra seu pescoço. Em um momento de desespero, Maria Carolina tentou pedir socorro pelo celular, mas o aparelho foi confiscado e arremessado contra seu rosto.
As violências ocorreram em diversos ambientes da casa. Maria Carolina descreveu ter sido levada ao banheiro, onde o suspeito a ameaçou de afogamento e ainda jogou água quente sobre ela. A vítima revelou que, durante o ataque, Carlos Manoel chegou a colocar fogo em seu cabelo, intensificando o sofrimento.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher chegou a perder a consciência em algumas ocasiões devido às agressões, sendo acordada pelo suspeito para continuar a ser agredida. O cárcere privado se estendeu até quarta-feira, dia 20, quando Maria Carolina conseguiu entrar em contato com um familiar. Após essa ligação, Carlos fugiu do local, mas foi posteriormente encontrado pela Polícia Militar em uma residência nas proximidades.
Na casa onde o suspeito foi localizado, os policiais apreenderam diversos objetos mencionados pela vítima, como o cabo da enxada, uma faca, uma garrafa de vidro e um isqueiro. Em seu depoimento, Carlos Manoel admitiu ter agredido Maria Carolina, mas negou algumas das acusações, alegando que a discussão entre eles saiu do controle.
Após receber os primeiros atendimentos, a mulher foi encaminhada a um hospital em Campo Mourão devido à gravidade de seus ferimentos. A Polícia Civil está investigando o caso sob as acusações de ameaça, cárcere privado e tortura qualificada.