Michelle Bolsonaro SE esquiva de comentar crise na pré-campanha de Flávio Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não se aprofundou na crise envolvendo a pré-campanha de Flávio Bolsonaro, após a divulgação de mensagens sobre uma negociação de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro. Em evento político, ela afirmou que a questão deve ser direcionada ao senador, enquanto elogiou Eduardo Girão e criticou alianças com Ciro Gomes.
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro optou por não comentar a crise que afeta a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que surgiu após a divulgação de uma conversa a respeito de uma transação de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro. Durante um evento em que foi lançada a pré-candidatura de Maria Amélia, conhecida por sua rede de docerias em Brasília, Michelle se esquivou de defender o enteado, afirmando que não era um assunto que lhe dizia respeito.

"(Sobre) Flávio, você tem que perguntar pra ele", declarou, ao ser indagada sobre as implicações da crise na campanha de Flávio. O senador admitiu ter solicitado recursos ao banqueiro do Master para financiar o filme Dark Horse, que aborda a trajetória política de Jair Bolsonaro. Na última terça-feira, Flávio também revelou que visitou Vorcaro após sua prisão domiciliar, mas esclareceu que o encontro foi para informar que não precisaria mais da ajuda dele, ao perceber a gravidade das acusações contra o banqueiro.

No decorrer do evento, Michelle também elogiou a pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo do Ceará. A ex-primeira-dama aproveitou a ocasião para criticar a aliança de bolsonaristas com o grupo liderado por Ciro Gomes (PSDB) na mesma região. "Se tiver que perder, vamos perder com dignidade. A gente não vai fazer aliança com o mal. Aqui não é projeto de poder", afirmou Michelle, ressaltando sua posição contrária à articulação.

A relação entre Michelle e as lideranças do PL cearense está tensa, especialmente após as movimentações que resultaram na aliança com Ciro Gomes, a quem ela não perdoou os ataques feitos ao seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa situação ilustra um cenário delicado para as articulações políticas do grupo, especialmente em um momento de crise na pré-campanha de Flávio Bolsonaro.