Executivo chileno é detido por atos de discriminação em voo internacional

Germán Andrés Naranjo Maldini foi preso após ofensas racistas e homofóbicas a um comissário de bordo durante um voo da LATAM. A companhia aérea e sua empregadora no Chile se manifestaram contra o ocorrido.
Foto: relogio
Foto: relogio

O executivo chileno Germán Andrés Naranjo Maldini foi preso por realizar comentários racistas, xenofóbicos e homofóbicos contra um comissário de bordo em um voo da LATAM. O incidente ocorreu na viagem que partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, com destino a Frankfurt, na Alemanha. Durante o trajeto, o homem proferiu ofensas ao funcionário, chamando-o de "preto" e "macaco", além de imitar o animal.

Naranjo, que ocupa o cargo de executivo comercial na empresa Landes, atuou na companhia por mais de uma década e foi afastado de suas funções no Chile no dia 16 de maio. A Landes, empresa de fabricação de pescados, divulgou um comunicado em que condena veementemente qualquer ato de discriminação, racismo e homofobia, afirmando que tais comportamentos são incompatíveis com os valores da organização e sua Política de Não Discriminação.

Na manhã de 16 de maio, a Landes enviou um aviso interno aos colaboradores informando sobre o afastamento preventivo de Germán Naranjo. O comunicado destacou que a empresa tomou conhecimento da situação através da mídia e que Naranjo havia viajado para a Alemanha em missão oficial. O executivo deveria retornar ao trabalho no dia 18 de maio, mas a situação mudou drasticamente após a repercussão do caso.

O incidente aconteceu em 10 de maio, durante a viagem de Naranjo para participar da feira internacional Interzoo 2026. Ao retornar ao Brasil, ele foi detido no Aeroporto de Guarulhos em conexão, resultando em sua prisão preventiva decretada pela Justiça Federal. O homem passou por audiência de custódia, onde a prisão foi mantida, e atualmente está no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos, sob custódia da Justiça.

A LATAM também se posicionou sobre o caso, repudiando veementemente qualquer forma de discriminação e violência, incluindo racismo, xenofobia e homofobia. A companhia aérea informou que está colaborando com a Polícia Federal e que oferece suporte psicológico e jurídico ao funcionário que foi alvo das ofensas durante o voo LA8070, realizado no dia 10 de maio. O apoio à vítima foi destacado como uma prioridade para a LATAM, que se compromete a garantir um ambiente seguro e respeitoso para todos os seus colaboradores.