O presidente Lula da Silva se absteve de comentar diretamente os áudios que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro. Em evento da Petrobras realizado em Salvador (BA) nesta quinta-feira, 14, ele enfatizou que a situação deve ser abordada pelas autoridades policiais. Ao ser indagado sobre as revelações de conversas entre Flávio e Vorcaro, Lula afirmou: "É um caso de polícia, não é meu. Eu não sou policial, eu não sou procurador-geral".
Durante a mesma agenda, Lula fez comentários que foram interpretados como uma indireta ao senador. Embora não tenha mencionado nomes, o presidente declarou que "a verdade tarda, mas não falha" e que "mentira tem perna curta", ao estabelecer comparações entre os governos petistas e administrações anteriores.
Essas declarações surgem um dia após a divulgação de informações sobre os supostos contatos entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, que é o foco de investigações relacionadas ao Banco Master e à Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF). De acordo com as apurações, Vorcaro teria formado uma extensa rede de relações políticas e empresariais enquanto ampliava suas atividades no setor financeiro.
O banqueiro já foi alvo de várias fases da operação da PF, que investiga suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. Em um tom que remete à campanha eleitoral, Lula se posicionou para se distanciar do episódio, afirmando que sua prioridade é governar. "O meu caso é tratar do povo brasileiro, é tratar da Petrobras e tratar do emprego".
Flávio Bolsonaro é considerado um dos candidatos favoritos nas pesquisas eleitorais para a Presidência em 2026, o que torna o cenário ainda mais relevante à medida que as investigações avançam. O desdobramento desse caso pode impactar não apenas a imagem do senador, mas também as dinâmicas políticas em curso no país.