A resposta ao título é simples: para diminuir o sofrimento dos animais e das pessoas que gostam deles. Nenhuma clínica particular vai quebrar se houver atendimento público aos animais, pois estamos falando principalmente de uma fatia que não frequenta ambientes similares. São animais com tutores de baixa renda, animais que perambulam pelas ruas ou são abandonados em áreas rurais, que morrem ou agonizam sem receber atendimento veterinário, porque o custo é alto.
Muitos tutores de animais nem buscam orçamento, calculando que não vai caber no orçamento. Há aqueles que têm dinheiro, mas gastam com supérfluos e, quando o animal precisa de socorro, simplesmente dão as costas. Claro que há exceções, pessoas sem condição financeira que fazem sacrifício, porém não deixam de prestar socorro aos animais.
É nesta época do ano que os abandonos e sofrimentos mais acontecem, quando os animais mais precisam de atendimento. As pessoas resolvem viajar e simplesmente soltam os bichos nas ruas — e eles, sem rumo, são atropelados. Outros fogem com medo dos rojões.
O atendimento necessita chegar, também, aonde não há recurso algum. Quem atua no resgate de animais sabe o quanto tudo é muito delicado. Normalmente, os maus-tratos estão relacionados com pessoas de má índole, para não dizer bandidos, o que já exige bastante cautela.