O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma alta de 0,67% em abril deste ano. Esse resultado representa uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando a inflação foi de 0,88%.
A principal contribuição para o aumento dos preços em abril veio dos grupos de alimentação e bebidas, que teve um aumento de 1,34%, e saúde e cuidados pessoais, com uma elevação de 1,16%. Esses segmentos foram os responsáveis por puxar a inflação para cima neste período.
Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada é de 4,39%, número que se encontra acima do centro da meta estipulada de 3%, mas dentro do teto que é de 4,5%. Em comparação, no mesmo mês do ano anterior, em 2025, a variação foi de apenas 0,43%. No acumulado de janeiro a abril de 2026, a inflação totalizou 2,60%.
Para o ano de 2026, a meta de inflação foi estabelecida em 3%, com uma margem de variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, a inflação pode variar entre 1,5% e 4,5%, conforme definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
O IPCA, que é utilizado como referência para o ajuste da taxa básica de juros, a Selic, é calculado desde 1979 pelo IBGE. Esse índice mensura a variação mensal dos preços de uma cesta de produtos e serviços, refletindo a inflação do mês em relação ao anterior. O IPCA abrange dados coletados em diversas cidades, atingindo 90% da população que reside em áreas urbanas do Brasil.
A pesquisa do IPCA inclui categorias como transporte, alimentação e bebidas, saúde e cuidados pessoais, habitação, educação, vestuário, entre outros, permitindo uma visão abrangente da variação de preços no país.