O técnico Fernando Seabra se defendeu das acusações de que o Coritiba teria demonstrado falta de coragem após o empate em 2 a 2 contra o Internacional, ocorrido no último sábado (9) no Couto Pereira, em partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar de abrir o placar duas vezes e ver o adversário igualar o jogo nos minutos finais, o treinador expressou um "gosto amargo" pelo resultado, mas ressaltou a atitude competitiva do time diante de um adversário de alto nível.
Seabra mencionou exemplos de partidas recentes para justificar a determinação da equipe, citando os confrontos contra Grêmio e Santos. Ele destacou que o Coritiba não demonstra receio em campo, mesmo em situações adversas. "Nos últimos dois jogos, nós tivemos dois jogos fora, jogando com um jogador a menos. Como foi o jogo com o Grêmio, com a gente com um jogador a menos? O Grêmio teve controle do jogo? Não. Porque a gente teve coragem", afirmou.
Apesar da defesa do treinador, o desempenho do Coritiba no Campeonato Brasileiro acende um alerta. Nos últimos três jogos, a equipe conquistou apenas um ponto de nove possíveis, estacionando nos 20 pontos e mantendo a oitava colocação na tabela, embora ainda possa perder posições dependendo dos resultados das outras equipes na rodada.
Seabra também reconheceu que a equipe enfrenta dificuldades em certos momentos das partidas, mas enfatizou que essas questões são coletivas e não indicam falta de personalidade entre os jogadores. "Uma coisa é ter dificuldade de tirar o time de trás quando você está sendo pressionado. A gente tem uma dificuldade, mas isso não é medo. Isso é uma dificuldade de agressividade em um momento em que a gente fica entre defender o gol ou atacar a bola e sair e dominar esse espaço de novo. Mas não está faltando coragem", completou.
O treinador admitiu que o sentimento de frustração é natural, principalmente após ter visto sua equipe construir duas vezes a liderança no placar em um jogo desafiador. "Tinham vários aspectos desafiadores. Aí você constrói duas vezes a liderança no placar, em um jogo com esse grau de dificuldade, e faltando 20, 30 segundos sofre um gol. Então, sem dúvida, o sentimento é amargo, muito dolorido", explicou.
Mesmo com a insatisfação pela perda de pontos, Seabra valorizou o desempenho da equipe frente a um rival qualificado, enfatizando que a frustração surge porque o Coritiba esteve muito próximo de garantir a vitória.