John Richard Wood, um detento de 59 anos na Carolina do Sul, teve sua execução suspensa por uma razão inusitada: ele acredita ser imortal e ter asas. A juíza Grace Knie tomou essa decisão após avaliar os depoimentos de três especialistas em saúde mental, que afirmaram que Wood não possui capacidade de entender a natureza de sua punição devido à esquizofrenia que apresenta.
Wood foi condenado à morte pelo assassinato do policial Eric Nicholson, um crime que ocorreu há mais de 25 anos. No entanto, a condição psiquiátrica do prisioneiro impede a execução da pena. Durante o processo, ele declarou ter sido executado três vezes enquanto estava no corredor da morte, acreditando que ressuscitará caso a execução ocorra novamente. Para ele, essa situação é parte de uma batalha pelo controle do planeta.
O condenado afirmou que o juiz e os funcionários do tribunal que participaram de seu julgamento, em 2002, eram agentes de uma entidade divina chamada "Beloved Kevin Rudolph", alegando que o crime que cometeu foi uma armação. Tanto os especialistas da defesa quanto os da acusação concordaram que Wood não consegue se comunicar de maneira racional. A legislação exige que um réu compreenda as razões de sua punição para que a execução possa ser realizada.
A decisão da juíza Knie ainda está sujeita a uma revisão pela Suprema Corte do estado da Carolina do Sul. Até que essa revisão ocorra, a execução permanece suspensa, embora a condenação de Wood continue válida. Vale lembrar que a Carolina do Sul reiniciou as execuções em setembro de 2024, após um intervalo de 13 anos devido à escassez de drogas letais. Desde então, sete execuções foram realizadas no estado.
Wood foi sentenciado à morte em fevereiro de 2002, após ter matado o oficial Nicholson com cinco disparos durante uma abordagem no condado de Greenville. Ele foi capturado após uma perseguição que envolveu o sequestro de um caminhão.