Carlos Bolsonaro SE reconcilia com Ana Campagnolo após tensão no PL de SC

Durante uma reunião do PL em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro pediu desculpas à deputada Ana Campagnolo. A tensão entre os membros do partido surgiu devido à pré-candidatura de Carlos ao Senado por SC.
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Na noite de segunda-feira, 4, Carlos Bolsonaro, membro do PL, pediu desculpas à deputada estadual Ana Campagnolo, também do PL-SC, durante uma reunião do partido. O encontro ocorre em meio a um racha dentro do PL catarinense, desencadeado pelo anúncio de que Carlos seria pré-candidato a uma das vagas ao Senado por Santa Catarina. Em suas redes sociais, Carlos confirmou o pedido de desculpas e enfatizou a necessidade de focar em prioridades maiores: "Temos coisas muito mais importantes do que nós. Temos um Brasil para resgatar por nossos filhos! Bola para frente!".

A crise entre os integrantes do PL começou com a formação da chapa senatorial para Santa Catarina, que ocorreu no final do ano passado. A pré-candidatura de Carlos, que não é natural do Estado, desagradou a diversas lideranças locais, incluindo Ana Campagnolo. A deputada expressou que a vaga da deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) na disputa ao Senado havia sido "dada" a Carlos Bolsonaro.

O governador Jorginho Mello, que busca a reeleição, manifestou interesse em ter o senador Esperidião Amin (PP-SC) em sua chapa. Caroline De Toni também aspirava a uma das vagas, mas enfrentou resistência devido ao desejo de Jair Bolsonaro que Carlos concorresse ao Senado por Santa Catarina. Essa situação levou Caroline a considerar a possibilidade de mudança de partido, tendo recebido convites de legendas como Novo, União Brasil, Republicanos, MDB e MBL.

Ana Campagnolo, em um descontentamento evidente, afirmou que o partido estava dividindo as duas vagas entre PL e PP, com o PP mantendo a candidatura de Amin. "A vaga do nosso PL era da deputada Carol, agora será dada ao Carlos", escreveu ela, demonstrando sua insatisfação com a atual formação da chapa.

Em resposta, Carlos Bolsonaro desmentiu as acusações de Campagnolo, chamando-a de "mentirosa" e se manifestando contra o que considerou uma "baixaria". Ele esclareceu que os pré-candidatos de Jair Bolsonaro ao Senado Federal eram Carol e Carlos Bolsonaro, o que resultou na exclusão de Esperidião Amin da chapa de Jorginho Mello.

As tensões entre os dois parlamentares continuaram nas redes sociais, com Campagnolo sendo acusada de manipular uma foto para excluir Carlos de uma imagem, algo que ela posteriormente negou. A reconciliação entre eles aconteceu a convite do governador Jorginho Mello, que buscou um alinhamento antes da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Santa Catarina.