O fenômeno da geada, comum nos períodos mais frios do ano, voltou a ser uma preocupação no Paraná. Desde o dia 4 de setembro, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), em conjunto com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), iniciou a divulgação de alertas sobre a possibilidade de geadas em diversas regiões do estado.
A iniciativa conta com a colaboração da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, além de prefeituras, cooperativas e entidades voltadas ao setor produtivo. Originalmente criado para minimizar danos em lavouras de café recém-implantadas, o alerta foi ampliado ao longo dos anos, abrangendo agora diversas atividades agrícolas, como avicultura, suinocultura, horticultura e silvicultura.
Além das atividades agrícolas, os alertas de geada também impactam setores como economia, turismo, comércio, construção civil e mercado financeiro. A formação de geadas ocorre quando há uma queda significativa na temperatura, especialmente na Região Sul do Brasil, em decorrência da atuação de uma massa de ar polar, associada a céu limpo e ventos fracos.
Essas condições levam à rápida perda de calor pela superfície, resultando em uma acentuada diminuição da temperatura próxima ao solo. Assim, a umidade do ar se transforma em cristais de gelo que se depositam em superfícies expostas.
Durante o período de alertas, que se estende de maio a setembro, as equipes do Simepar e do IDR-PR emitem boletins diários com análises das condições climáticas e da movimentação de massas de ar frio no Paraná. Sempre que há risco de geada com potencial para causar danos, os avisos são emitidos com antecedência, proporcionando orientações a produtores e outros setores afetados.
No ano anterior, o serviço registrou a emissão de 137 boletins e 39 alertas específicos relacionados à ocorrência de geadas, com a maioria dos avisos direcionada às regiões Sul do Paraná.