O Observatório Social do Brasil em Foz do Iguaçu (OSB-FI) intensificou a vigilância sobre o contrato atual de transporte coletivo e sobre a reestruturação do serviço que está sendo planejada pela prefeitura. A entidade enfatiza a necessidade de transparência, definição de prazos e a participação da comunidade na elaboração do novo modelo de concessão.
Recentemente, o OSB-FI fez pedidos formais de informações ao Instituto de Transportes e Trânsito de Foz do Iguaçu (Foztrans), baseando-se na legislação de acesso à informação e nos mecanismos de controle social. Os dados obtidos são utilizados para análises técnicas e são disponibilizados nos canais de comunicação do Observatório, permitindo que a população e entidades civis tenham acesso às informações.
No último pedido, a entidade requisitou dados atualizados sobre a consultoria contratada para desenvolver a modelagem do novo sistema de transporte, o cronograma das etapas em progresso, a previsão para o lançamento da licitação e as diretrizes já estabelecidas para o futuro contrato.
Além disso, representantes do Observatório participaram de uma audiência pública promovida pela Câmara de Vereadores, onde acompanharam as informações iniciais relacionadas aos estudos da assessoria contratada pela prefeitura. O Observatório destacou que não havia documentos disponíveis sobre o novo processo antes do encontro, o que motivou a participação da entidade para obter dados e esclarecimentos.
Jaime Nascimento, presidente do Observatório Social, ressaltou a importância do monitoramento do transporte coletivo, especialmente com a iminência de uma nova licitação. Ele afirmou que a qualificação do debate público e a efetiva participação da comunidade não podem ocorrer sem a transparência necessária. Nascimento destacou que, para construir um modelo que ofereça maior qualidade ao usuário e que seja menos oneroso ao erário, as informações precisam ser claras e acessíveis.
O transporte coletivo é um tema prioritário para a entidade, considerando seu impacto direto na mobilidade urbana e na rotina da população local. Nos últimos anos, o Observatório tem alertado a prefeitura e a Câmara de Vereadores sobre problemas com a concessão do transporte coletivo, além de apontar falhas e a falta de planejamento.