Empresário é preso por simular ameaça de bomba para extorquir R$ 1 milhão

Um homem de 48 anos foi detido após confessar ter deixado um artefato falso em uma escola particular em Ponta Grossa, visando extorquir mais de R$ 1 milhão em criptomoedas dos proprietários.
O material foi neutralizado em segurança. — Foto: O material foi neutralizado em
O material foi neutralizado em segurança. — Foto: O material foi neutralizado em

Um empresário de 48 anos teve a prisão preventiva determinada em Ponta Grossa, no Paraná, após ser suspeito de extorsão. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está investigando uma falsa ameaça de bomba que ocorreu na manhã da quarta-feira, dia 29, em uma escola particular localizada no Centro da cidade. O incidente mobilizou diversas forças de segurança, incluindo o Batalhão de Operações Policiais Especiais.

Durante o depoimento, o suspeito admitiu ter deixado um artefato falso em frente à instituição de ensino com o intuito de pressionar os proprietários a transferirem mais de R$ 1 milhão em criptomoedas. O empresário alegou estar enfrentando dificuldades financeiras e escolheu a escola como alvo por acreditar que os donos teriam condições de pagar a quantia exigida. Ele ainda afirmou não ter qualquer relação com a escola.

A situação se desenrolou quando funcionários da escola encontraram um saco suspeito, que continha um aviso pedindo para não ser aberto e para que a polícia fosse acionada. Essa descoberta levou ao isolamento da área e à mobilização de equipes especializadas para averiguar a ameaça.

Após uma análise técnica do objeto, foi confirmado que ele não tinha capacidade explosiva, sendo classificado como um simulacro. As equipes que atuaram no local neutralizaram o material com segurança e a área foi liberada posteriormente.

A defesa do empresário informou que planeja recorrer da decisão judicial que resultou em sua prisão, com a intenção de que ele possa responder ao processo em liberdade. A investigação sobre o caso continua em andamento, enquanto os desdobramentos da situação permanecem sob a supervisão da Polícia Civil do Paraná.