O Senado Federal tomou a decisão de rejeitar, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Com essa rejeição, Messias se torna o primeiro indicado não aprovado para o cargo desde 1894, recebendo 42 votos contrários e 34 a favor, o que gerou uma série de reações nas redes sociais por parte de políticos e autoridades.
O ministro do STF André Mendonça expressou seu lamento pela não aprovação do advogado-geral da União. Mendonça, em sua manifestação, respeitou a decisão do Senado, mas destacou que o Brasil perdeu a chance de contar com um grande ministro. Em sua postagem, ele afirmou que Messias é um homem de caráter e que preenche os requisitos constitucionais exigidos para o cargo.
Guilherme Boulos, atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGP), também se manifestou sobre a rejeição, afirmando que a decisão representa uma vitória da aliança entre o bolsonarismo e a chantagem política. Ele criticou o resultado, dizendo que o Senado saiu menor desse episódio lamentável.
A deputada federal Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), classificou a rejeição como “uma injustiça”, sem entrar em maiores detalhes sobre sua posição. Essa postura reflete a insatisfação de alguns setores políticos em relação à decisão do Senado.
Por outro lado, o senador Rogério Marinho (PL-RN) caracterizou a rejeição de Messias como uma “derrota histórica” para o Partido dos Trabalhadores (PT). Em sua declaração, Marinho afirmou que o Parlamento deixou claro que o ex-presidente Luiz Inácio Lula é uma “mercadoria vencida” e que a sociedade deseja normalidade democrática, sugerindo que o próximo nome para o STF deve ser definido após as eleições, com legitimidade e novos critérios.
A votação no Senado e as reações subsequentes revelam um cenário político tenso e polarizado, onde a escolha de integrantes para o STF é vista como um reflexo das dinâmicas de poder em jogo. A rejeição de Jorge Messias ao STF não apenas marca um momento histórico, mas também indica a continuidade das disputas entre os diferentes setores da política brasileira.