A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) utilizou o plenário da Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (27) para manifestar sua tristeza diante de mais um caso de feminicídio registrado no estado. A parlamentar mencionou a morte da jovem Vitória Bernardi, de apenas 17 anos, ocorrida em Vitorino, no Sudoeste do Paraná. Segundo informações, o principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, que, após o assassinato, teria tirado a própria vida.
Durante seu discurso, Luciana Rafagnin enfatizou que essa tragédia evidencia uma realidade alarmante em todo o Brasil, onde, diariamente, quatro mulheres perdem a vida em decorrência da violência de gênero. “A cada seis horas, uma mulher é morta apenas por ser mulher”, destacou a deputada, ressaltando que, apesar dos avanços na luta por direitos e igualdade, os índices de violência contra as mulheres continuam a crescer.
A deputada também fez um apelo à sociedade, enfatizando a importância do comprometimento de todos no enfrentamento à violência. “É necessário que, em todos os espaços e momentos, haja um engajamento coletivo para combater essa realidade”, afirmou. Luciana Rafagnin não hesitou em repudiar declarações misóginas proferidas por um assessor do governo de Donald Trump, que desrespeitam as mulheres brasileiras e alimentam a cultura de ódio.
Além de condenar essas manifestações, a deputada exaltou a força e a resiliência das mulheres, incluindo as trabalhadoras, mães, profissionais de diversas áreas, e as que pertencem a grupos marginalizados, como mulheres negras, indígenas e quilombolas. “Essas mulheres enfrentam preconceitos e desigualdades diariamente”, comentou.
Ao concluir seu pronunciamento, Luciana convocou a população a transformar a indignação em ação, lutando por justiça e igualdade. “Benditas somos todas nós, mulheres; somos metade da população e mães da outra metade. Viva as mulheres do Brasil”, finalizou, reforçando a necessidade de um movimento contínuo contra a violência de gênero.