A maior parte do montante foi utilizada entre os dias 15 e 18 de abril, coincidentemente no período em que ocorreu a apresentação oficial do projeto, seguida pela votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Durante esses dias, o governo direcionou R$ 881 mil para anúncios, que foram voltados a um público-alvo de usuários com idades entre 18 e 44 anos, em estados como São Paulo, Bahia e Minas Gerais.
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) divulgou uma nota à imprensa, afirmando que a distribuição da verba publicitária se baseia em critérios técnicos. A pasta ressaltou que a estratégia visa adaptar a comunicação das ações governamentais aos novos padrões de consumo de informação da população.
No que diz respeito à tramitação da proposta no Congresso, a CCJ aprovou a admissibilidade da redução da jornada de trabalho no dia 22 de abril. O colegiado analisou em conjunto a PEC 221/2019, apresentada por Reginaldo Lopes (PT-MG), e a PEC 8/2025, de autoria de Erika Hilton (Psol-SP). Após essa fase, o texto unificado deve seguir para uma comissão especial, que foi criada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Entretanto, o governo está pressionando pela mudança do relator Paulo Azi (União Brasil-BA) nesta nova etapa. O Planalto considera que Azi possui uma visão divergente em relação à proposta do Executivo. O parlamentar, por sua vez, defende uma transição gradual para uma jornada de 40 horas semanais, além de compensações para as empresas. Em contrapartida, a administração federal defende a implementação imediata da nova jornada de trabalho, desconsiderando as possíveis repercussões econômicas.
Neste contexto, o presidente da Câmara, Hugo Motta, pretende acelerar a tramitação da proposta, com a expectativa de levar o texto ao plenário em maio, antes do recesso previsto para julho. Para que a medida seja aprovada, é necessária uma maioria qualificada de três quintos dos votos no plenário.