O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou um manifesto que apresenta suas diretrizes para as eleições de 2026, com foco na reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento, que não faz menção ao Banco Master e ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), destaca a necessidade de reformas que integram um "projeto nacional de desenvolvimento, orientado por objetivos estratégicos claros e sustentado por uma correlação de forças capaz de enfrentar privilégios historicamente consolidados".
Entre as reformas propostas estão a reforma política e eleitoral, a reforma tecnológica, a Reforma do Poder Judiciário e a reforma administrativa, além do fim da escala de trabalho 6×1. O manifesto afirma que essas reformas estruturantes são fundamentais para organizar o núcleo estratégico do projeto nacional e consolidar o caminho que o Brasil já começou a percorrer.
O documento, intitulado "Construindo o futuro: Manifesto do PT para seguir transformando o país", possui oito páginas e inicia com um panorama das tensões geopolíticas atuais. O texto aponta que as eleições de 2026 ocorrerão em um cenário marcado pelo avanço da extrema-direita e do fascismo em diversos países da Europa e das Américas. Destaca ainda que o sistema atual, que prioriza a concentração de riqueza, não corrige suas distorções e acaba socializando prejuízos, preservando privilégios.
O manifesto ressalta a importância da reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerando-a decisiva para o futuro do Brasil e para a manutenção do campo democrático em nível internacional. O documento também critica a hegemonia dos Estados Unidos, afirmando que a ordem internacional está se desestabilizando com a ascensão de novas potências, o que resulta em guerras, sanções e intervenções que afetam o direito internacional e agravam crises.
Adicionalmente, o PT discute a questão das terras raras, enfatizando a necessidade de o Brasil assumir um papel de liderança sobre suas reservas. O manifesto argumenta que explicar o valor desses recursos é essencial para compreender a independência do país, afirmando que sem terras raras não há transição energética nem soberania digital. O país possui uma das maiores reservas do planeta e não deve se contentar com o papel de mero exportador de minério bruto; o projeto do PT propõe que o processamento e a inteligência sobre esses minerais sejam realizados em território nacional, gerando empregos qualificados e protegendo a riqueza do Brasil contra a cobiça internacional.