Produtores Anônimos Elevam o Funk Brasileiro a Sucesso Global

Uma nova geração de DJs anônimos está transformando o funk brasileiro em fenômenos internacionais, com remixes que acumulam milhões de visualizações nas plataformas digitais. Artistas como ZXKAI e ATLXS se destacam nesse cenário.
Foto: 1 de 1 brazilian-phonk - Foto: Reprodução
Foto: 1 de 1 brazilian-phonk - Foto: Reprodução

Recentemente, o funk brasileiro tem conquistado o mundo, ganhando destaque com artistas como Anitta e MC GW. No entanto, uma nova onda vem se destacando: os produtores anônimos, que criam remixes e montagens do gênero e têm alcançado números impressionantes nas plataformas digitais.

Um dos principais nomes desse movimento é ZXKAI, que ganhou notoriedade com versões do single No Batidão, sendo a mais popular com 99 milhões de visualizações no YouTube. Outro artista que se destaca é ATLXS, cuja faixa Passo Bem Solto (Slowed) se tornou a mais viral, acumulando 309 milhões de visualizações na mesma plataforma.

De acordo com dados do site Songstats, ATLXS possui 11,7 milhões de ouvintes no Spotify nos últimos 28 dias, com a maioria do público concentrada em São Paulo. ZXKAI também apresenta um padrão semelhante, com números expressivos, indicando que o consumo de funk ainda é liderado pelo público brasileiro, embora haja sinais de que o gênero esteja ultrapassando as fronteiras do país.

Os comentários nas publicações do YouTube revelam que muitos ouvintes de fora do Brasil interagem com as músicas, mesmo sem entender as letras em português. A viralização das músicas, especialmente nas redes sociais, tem sido um fator crucial para esse avanço internacional.

No último mês, ZXKAI acumulou mais de 10 bilhões de streams no YouTube, enquanto o perfil repsaj obteve mais de 5 bilhões. ATLXS, por sua vez, alcançou 75 milhões de streams na mesma plataforma. O anonimato desses artistas é uma característica marcante, já que muitos, como ZXKAI, não revelam suas identidades e utilizam contas alternativas.

A tendência dos produtores anônimos, como MXZI, GXMZ e Repsaj, levanta questões sobre a identidade por trás das contas, uma vez que não está claro se são pessoas diferentes ou se estão ligadas a um único indivíduo. Segundo Daniel de Souza, especialista em funk, essa busca pelo anonimato permite que esses produtores monetizem músicas de outros artistas sem enfrentar restrições legais.