Uma grande operação das forças de segurança foi realizada na manhã desta sexta-feira (24) no bairro Parolin, em Curitiba, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em homicídios, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação, que envolveu a Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Militar do Paraná (PMPR), resultou na expedição de 41 mandados judiciais, dos quais 13 eram de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. Além disso, foram emitidas 13 ordens de bloqueio e sequestro de ativos financeiros da organização.
A operação é fruto de uma investigação que teve início em junho de 2025. O grupo criminoso se consolidou no bairro Parolin após um conflito que levou à neutralização de uma facção rival. Com isso, eles passaram a utilizar residências na região como depósitos de armas e drogas, além de refúgios para suas atividades ilícitas.
Conforme as apurações da PCPR, a liderança da organização estava a cargo de um indivíduo e seu comparsa, ambos cumprindo pena em Maceió (AL). Esse afastamento geográfico foi usado como estratégia para coordenar as atividades do narcotráfico a distância, enquanto delegavam a gestão diária das operações no Parolin a outros membros do grupo. O delegado Ricardo Casanova destacou que essa estrutura permitiu que continuassem a operar mesmo em liberdade.
A investigação também revelou que os lucros obtidos com o tráfico de drogas eram enviados para o Nordeste, onde sustentavam um alto padrão de vida dos líderes, que não possuíam fontes de renda lícitas. Para ocultar a origem dos recursos, a organização implementou um esquema de lavagem de dinheiro, envolvendo familiares e empresas de fachada. O capital era inserido no sistema financeiro por meio de depósitos em espécie, fracionados e realizados em caixas eletrônicos e lotéricas, antes de ser transferido para diversas contas de passagem, dificultando o rastreamento.
Recentemente, a atuação do grupo foi evidenciada em operações policiais, onde foi descoberta uma “casa cofre” no bairro Sítio Cercado. Na ocasião, a polícia apreendeu R$ 493.879 em espécie, além de máquinas de contagem de cédulas e porções de crack, cocaína e maconha. Além do tráfico, a investigação também apurou a ligação do grupo com homicídios em Curitiba e cidades vizinhas. Em março de 2026, o líder de uma organização rival e seu filho foram assassinados em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, crime atribuído a membros da organização em questão.