Ação policial desmantela organização criminosa no Parolin em Curitiba

Uma megaoperação realizada pela Polícia Civil e Polícia Militar do Paraná no Parolin resultou em 41 mandados judiciais contra uma organização criminosa envolvida em homicídios e tráfico de drogas. A investigação, iniciada em junho de 2025, revelou que os líderes operavam de dentro de presídio em Maceió, utilizando a região como base para suas atividades ilícitas.
Megaoperação no Parolin mira organização criminosa suspeita de tráfico de drogas
Megaoperação no Parolin mira organização criminosa suspeita de tráfico de drogas

Uma grande operação das forças de segurança foi realizada na manhã desta sexta-feira (24) no bairro Parolin, em Curitiba, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em homicídios, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação, que envolveu a Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Militar do Paraná (PMPR), resultou na expedição de 41 mandados judiciais, dos quais 13 eram de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. Além disso, foram emitidas 13 ordens de bloqueio e sequestro de ativos financeiros da organização.

A operação é fruto de uma investigação que teve início em junho de 2025. O grupo criminoso se consolidou no bairro Parolin após um conflito que levou à neutralização de uma facção rival. Com isso, eles passaram a utilizar residências na região como depósitos de armas e drogas, além de refúgios para suas atividades ilícitas.

Conforme as apurações da PCPR, a liderança da organização estava a cargo de um indivíduo e seu comparsa, ambos cumprindo pena em Maceió (AL). Esse afastamento geográfico foi usado como estratégia para coordenar as atividades do narcotráfico a distância, enquanto delegavam a gestão diária das operações no Parolin a outros membros do grupo. O delegado Ricardo Casanova destacou que essa estrutura permitiu que continuassem a operar mesmo em liberdade.

A investigação também revelou que os lucros obtidos com o tráfico de drogas eram enviados para o Nordeste, onde sustentavam um alto padrão de vida dos líderes, que não possuíam fontes de renda lícitas. Para ocultar a origem dos recursos, a organização implementou um esquema de lavagem de dinheiro, envolvendo familiares e empresas de fachada. O capital era inserido no sistema financeiro por meio de depósitos em espécie, fracionados e realizados em caixas eletrônicos e lotéricas, antes de ser transferido para diversas contas de passagem, dificultando o rastreamento.

Recentemente, a atuação do grupo foi evidenciada em operações policiais, onde foi descoberta uma “casa cofre” no bairro Sítio Cercado. Na ocasião, a polícia apreendeu R$ 493.879 em espécie, além de máquinas de contagem de cédulas e porções de crack, cocaína e maconha. Além do tráfico, a investigação também apurou a ligação do grupo com homicídios em Curitiba e cidades vizinhas. Em março de 2026, o líder de uma organização rival e seu filho foram assassinados em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, crime atribuído a membros da organização em questão.