O Jardim Botânico de Londrina, um dos principais atrativos da cidade, passou por reformas significativas e agora reabre ao público, embora a opinião dos visitantes esteja dividida. As intervenções, coordenadas pelo IAT (Instituto Água e Terra) em colaboração com a Prefeitura, estão na fase final da primeira etapa, permitindo que o espaço volte a ser utilizado. Para aqueles que conheciam o local em 2024, as mudanças são notórias.
Naquele ano, o estado de abandono do parque era evidente, com o lago seco e a ponte principal interditada devido a questões de segurança. Atualmente, o lago foi revitalizado e a passarela reformada, além de melhorias implementadas na área administrativa e na segurança do parque.
Apesar das intervenções, a recepção por parte de alguns visitantes não foi a esperada. Evere Silva, que estava no parque com sua família, afirmou que as condições do espaço estavam aquém do que imaginava. O morador Francisnei de Assis também reconheceu os avanços, mas destacou que ainda há muito a ser feito para que o Jardim Botânico atinja todo seu potencial.
Um dos aspectos mais criticados é a estufa, que teve os vidros antigos removidos por questões de segurança, mas ainda não recebeu um novo fechamento, permanecendo apenas a estrutura básica. Para Marcela Vicentini, designer que visitou o local, a construção agora se assemelha a um "elefante branco" que compromete a estética do jardim.
As obras, iniciadas em julho de 2025, focaram principalmente em reparos emergenciais e na segurança dos frequentadores. O investimento até agora na primeira fase das obras foi de R$ 2,3 milhões. O Governo do Estado já está planejando uma segunda fase de intervenções, com o intuito de transformar o Jardim Botânico em um espaço de convivência mais completo.
Essa nova etapa de melhorias está prevista para começar no segundo semestre de 2026, com o projeto atualmente em fase de licitação. Enquanto as novas intervenções não são implementadas, os visitantes podem desfrutar das trilhas e áreas de lazer que estavam indisponíveis durante o período crítico das obras.