A falta de uma agenda mais amplamente consolidada nas empresas brasileiras indica falta de inserção do tema na cultura corporativa, avalia o diretor executivo do HR First Class, Marcos Scaldelai. Isso significa que a preocupação com a saúde mental ainda tem ficado restrita a um setor específico.
A falta de métricas claras e capacidade de mensuração de investimentos (41,1%) e limitações orçamentárias ou disputa da agenda com outras prioridades (28,6%) dentro das companhias são os principais obstáculos para avanço na agenda de saúde mental nas empresas, segundo a pesquisa.
A partir de 26 de maio deste ano, por determinação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as companhias em operação no país terão de adotar ações para mapear e mitigar riscos que afetam a saúde mental dos funcionários, como estresse, assédio moral e excesso de carga de trabalho.
As empresas que conseguirem transformar essas iniciativas em modelos de gestão orientados por dados e conectados ao negócio irão obter maior valor, tanto no que diz respeito à performance quanto à sustentabilidade da organização.
Além disso, apenas 8,9% das empresas afirma reportar impactos positivos acima de 20% em indicadores de absenteísmo e presenteísmo (ausência e presença de empregados), produtividade e custos de saúde.
As empresas mais maduras em seus programas de saúde mental já conseguem mensurar ganhos relevantes, segundo apontam seus representantes.