As instituições No Brasil são comparadas a frutas podres que permanecem no pé, simbolizando um estado de degradação. No contexto do governo luloalexandrino, observa-SE a deterioração das estruturas, que SE manifestam em uma forma visível, mas com conteúdos internos em completa putrefação.
Recentemente, o julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre o mandato-tampão no Rio de Janeiro ilustra essa deterioração institucional. Neste contexto, figuras como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino adotaram papéis de censores morais, demonstrando uma desconexão com a percepção pública de sua atuação.
Cidadãos do Rio de Janeiro estão familiarizados com a relação entre poder e crime, mas a maneira como os ministros SE posicionam revela uma diferença fundamental entre julgar e pontificar. Quando os magistrados SE comportam como oradores, o tribunal deixa de ser um espaço de limites, transformando-SE em um palco que encena, ao invés de corrigir.
O moralismo expresso pelos magistrados atua como uma cortina de fumaça, encobrindo uma transformação mais profunda no sistema jurídico. O que era uma exceção agora SE torna cotidiano, fazendo com que a lei funcione como um reflexo da vontade dos juízes, que assumem, assim, um papel de educadores morais.
Há um contraste evidente entre o moralismo da mensagem e a conduta dos que a proferem. Os mesmos que condenam a corrupção estão envolvidos em um ambiente repleto de relações questionáveis, tornando a retórica de pureza uma ironia involuntária. Cada manifestação de indignação apenas intensifica a desconfiança que tentam dissipar.
A situação atual não deve ser classificada como uma crise, uma vez que crises implicam rupturas. A realidade institucional brasileira é crônica e contínua, caracterizada por uma morbidez que impede o funcionamento claro das instituições. A confiança de que a justiça é pura SE torna perigosa, pois quando os limites são ignorados, a justiça passa a possuir um odor desagradável.