O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, protocolou um pedido de prorrogação de 60 dias para o funcionamento do colegiado. O requerimento teve a adesão de 28 senadores, superando o mínimo necessário de 27 assinaturas, que corresponde a um terço dos membros do Senado Federal.
Vieira destacou a complexidade das estruturas do crime organizado, que agem com características de corporações transnacionais, utilizando redes de lavagem de dinheiro e cooptando agentes públicos e privados. A CPI do Crime Organizado foi instalada em 4 de novembro de 2025 e seu funcionamento está previsto até 14 de abril, data em que o relator deve apresentar o relatório final.
No pedido, o relator enfatiza a necessidade de mais tempo para concluir o diagnóstico sobre a atuação das facções criminosas e milícias nos Estados. Ele menciona a importância de ouvir governadores e secretários de Segurança Pública de diferentes regiões do país.
A decisão sobre a prorrogação dos trabalhos cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Recentemente, ele não prorrogou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigava fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social, que terminou sem relatório final aprovado. A CPI do Crime Organizado também planeja ouvir ex-governadores e autoridades ligadas ao Banco Central.