Crescimento da música gerada por IA levanta preocupações no setor de streaming

O aumento da produção de músicas por inteligência artificial está gerando desafios no mercado musical, especialmente nas plataformas de streaming, com questões sobre direitos autorais.
Foto: 1 de 1 streaming-musical - Foto: Reprodução/Nordicapis
Foto: 1 de 1 streaming-musical - Foto: Reprodução/Nordicapis

A produção em massa de músicas feitas com inteligência artificial (IA) está provocando um impacto significativo no mercado musical, especialmente nas plataformas de streaming. A Deezer relata que cerca de 60 mil faixas geradas por IA são submetidas diariamente, levantando questões sobre direitos autorais e remuneração para os artistas.

A dificuldade em diferenciar músicas criadas por humanos e por IA é evidenciada por uma pesquisa que indicou que 97% dos ouvintes não conseguem fazer essa distinção. A cantora Sienna Rose, gerada por IA, exemplifica esse fenômeno, tendo lançado 45 faixas em dois meses e alcançado 2,6 milhões de ouvintes.

As plataformas de streaming estão se adaptando a essa nova realidade. Enquanto a Deezer informa seus usuários sobre conteúdos totalmente gerados por IA, o Spotify não fornece dados específicos sobre isso. A discussão sobre a remuneração equitativa entre músicas de IA e de artistas humanos torna-se um desafio crescente para o setor.

A facilidade de produção musical com ferramentas como Amper Music, LANDR e Boomy está estimulando o crescimento desse mercado. Especialistas da indústria reconhecem a necessidade de criar políticas que diferenciem os pagamentos para músicas geradas por IA, a fim de preservar a cadeia de produção musical humana.