Advogado critica decisão de Moraes que limita liberdade de Bolsonaro e fala em perseguição

Roberto Delamanto, advogado, questiona medidas restritivas contra Jair Bolsonaro e afirma que responsabilizá-lo por atos de Eduardo é perseguição política.
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O advogado Roberto Delamanto criticou as restrições impostas a Jair Bolsonaro em sua prisão domiciliar humanitária. Ele acredita que as medidas vão além do que a legislação brasileira permite e caracteriza a responsabilização do ex-presidente por atos de terceiros como "perseguição política".

A declaração de Delamanto surge em meio a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que deu 24 horas para a defesa de Bolsonaro esclarecer um vídeo relacionado a falas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O advogado argumenta que é inconcebível que o ex-presidente seja responsabilizado por ações de seu filho.

Moraes determinou que a prisão domiciliar de Bolsonaro, que inclui restrições ao uso de celular e internet, é uma medida temporária. O magistrado também alertou que qualquer descumprimento das condições pode levar à revogação do benefício e ao retorno ao regime fechado.

Delamanto ainda comparou o tratamento recebido por Bolsonaro com o de Fernando Collor de Mello, que teve condições menos restritivas em sua prisão domiciliar. Ele ressaltou que a proibição do uso de redes sociais e a restrição de comunicação são desproporcionais e não estão previstas na lei para casos de prisão domiciliar humanitária.