Relatório do Comus revela problemas na gestão e estrutura da saúde em Foz do Iguaçu

O Conselho Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu identificou falhas em filas e gestão da saúde no município, recomendando plano de ação em 60 dias.
Foto: H2FOZ
Foto: H2FOZ

O Conselho Municipal de Saúde (Comus) de Foz do Iguaçu apontou falhas em filas, gestão e estrutura da saúde no município. O órgão aprovou com ressalvas o Relatório Anual de Gestão (RAG 2025) do primeiro ano da administração do prefeito Joaquim Silva e Luna. O Comus analisa e emite parecer técnico sobre a gestão na saúde, e suas rejeições podem resultar na reprovação das contas municipais no Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR).

Os conselheiros recomendaram que a secretaria de saúde apresente um plano de ação e cronograma executivo detalhado em até 60 dias. Este documento deve incluir informações atualizadas sobre indicadores assistenciais e acesso aos serviços, além de implicar na atualização do Plano Municipal de Saúde e da Programação Anual da Saúde, com metas a serem cumpridas até 31 de dezembro de 2026.

Entre as falhas destacadas pelo Comus estão a falta de detalhamento nas cirurgias eletivas, a necessidade de estratégias para reduzir o absenteísmo e a ampliação da análise qualitativa das manifestações na ouvidoria do SUS. Além disso, o conselho indicou a melhoria do controle da produção ambulatorial e a garantia de acesso aos dados de regulação por especialidade.

Outras ressalvas incluem a necessidade de ampliar recursos nas unidades básicas de saúde, criar estratégias para aumentar consultas e exames, e implementar protocolos específicos para a saúde do trabalhador. O Comus também recomendou a modernização do aplicativo Saúde Foz para acesso a filas e agendamentos.