O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, anunciou que protocolou uma queixa-crime contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. A ação foi motivada por declarações do magistrado a respeito de vazamentos de informações sigilosas relacionadas à CPMI do INSS.
Gilmar Mendes criticou a divulgação de conversas obtidas nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendidos pela Polícia Federal em investigações sobre fraudes envolvendo o Banco Master. Durante a sessão do STF, o ministro classificou o vazamento como 'deplorável' e 'abominável', dirigindo-se ao presidente da CPMI, Carlos Viana.
Sóstenes declarou que a queixa-crime está disponível para todos os parlamentares que desejarem assinar. Ele afirmou que a acusação de Gilmar Mendes atinge todos os integrantes da comissão e pediu que o ministro cite os responsáveis pelos vazamentos, considerando a declaração uma humilhação.
Além do confronto com o STF, Sóstenes fez um balanço da atuação da CPMI e criticou o governo federal, destacando a condução dos trabalhos e acusando o PT de tentar esvaziar a comissão. Ele também sugeriu uma associação entre o governo Lula e o STF, afirmando que, na política, às vezes se perde ganhando.