O presidente Lula da Silva está preocupado com as pesquisas que mostram o avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) na futura disputa pela Presidência da República. Durante uma reunião no Palácio da Alvorada, Lula cobrou maior agilidade de seus aliados na organização de sua pré-campanha.
Lula demonstrou incômodo com os resultados eleitorais e a dificuldade de transformar ações do governo em apoio político, além de ter indicado insatisfação com a resposta da oposição. Após o encontro, dirigentes do PT orientaram parlamentares a intensificar o confronto político, especialmente em relação ao caso do Banco Master.
A estratégia do PT inclui aumentar a repercussão das declarações de Lula e associar o episódio à oposição, mesmo sem provas. A reunião teve a participação de nomes centrais da campanha, como Edinho Silva e Sérgio Gabrielli, que são considerados para funções estratégicas.
Nos bastidores, aliados observam que o Partido Liberal já está à frente na estruturação da disputa, com um aparato jurídico e de comunicação mais consolidado. A cúpula do PT, em resposta, passou a exigir maior disciplina na comunicação e engajamento dos deputados, embora a legislação eleitoral impõe limites para a campanha oficial, que começa apenas em agosto.