O Senado aprovou um projeto de lei que equipara a misoginia ao crime de racismo, o que implica que o ódio ou aversão a mulheres será tratado como crime grave. A pena, caso o projeto seja sancionado, passará de dois meses a um ano para dois a cinco anos de reclusão, além de multa.
Parlamentares de direita manifestaram-se contra a proposta nas redes sociais. No entanto, alguns nomes da oposição, como Flávio Bolsonaro, votaram a favor da mudança. Nikolas Ferreira, do PL-MG, criticou o projeto, chamando-o de "inacreditável" e prometendo trabalhar para derrubá-lo.
Durante a votação, o projeto, de autoria da senadora Ana Paula Lobato e relatado por Soraya Thronicke, recebeu 67 votos a favor entre 68 senadores presentes. Apesar das críticas de alguns deputados, a maioria dos senadores de oposição apoiou o texto.
Damares Alves, do Republicanos-DF, também votou a favor, embora tenha expressado preocupações sobre a liberdade de expressão. Sergio Moro, do União-PR, apoiou o projeto, mas criticou sua elaboração, destacando que a liberdade de expressão está em risco e que tentativas de emenda não foram aceitas. O projeto seguirá agora para a Câmara dos Deputados e, se aprovado, será enviado para sanção do presidente Lula.