O ministro Alexandre de Moraes autorizou a transferência temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro para prisão domiciliar nesta terça-feira, com a duração de 90 dias. A medida foi antecipada por aliados, que consideravam a decisão já confirmada após manifestação da Procuradoria-Geral da República.
A recomendação da PGR foi feita pelo procurador Paulo Gonet, que apontou a necessidade de monitoramento da saúde do ex-presidente, sujeito a alterações súbitas. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, estando detido na unidade conhecida como 'Papudinha'.
No último dia 13 de março, Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, devido a problemas de saúde. Um boletim médico indicou que o ex-mandatário estava na Unidade de Terapia Intensiva em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral, sem previsão de alta, mas apresentando estabilidade clínica.
Um dos obstáculos para a prisão domiciliar foi o uso de um ferro de solda para tentar romper a tornozeleira eletrônica, o que poderia ser um argumento para negar a transferência. O ministro Moraes havia informado que analisaria o pedido de prisão domiciliar somente após um laudo da junta médica da Polícia Federal sobre a condição de saúde do custodiado.