A saúde mental dos profissionais da segurança pública e privada do Paraná foi o foco de uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do estado. O evento, que ocorreu na quinta-feira, 19, contou com a presença de especialistas e representantes das forças de segurança.
O deputado Tito Barichello (União), propositor da audiência, destacou que o Brasil enfrenta uma grave crise na saúde mental dos policiais, com um caso de suicídio a cada três dias. Ele enfatizou a urgência de medidas efetivas, ressaltando que é mais provável que um policial tire a própria vida do que morra em confronto.
Mário César Monteiro, diretor do Sindicato dos Servidores da Socioeducação do Paraná (Sindesc), apontou que cerca de 20% da população apresenta transtornos mentais, número que ultrapassa 40% entre servidores policiais. Ele criticou a falta de efetividade das leis existentes sobre saúde mental, que, segundo ele, não têm sido aplicadas.
Valquíria Gil Tisque, presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol), chamou atenção para a sobrecarga de trabalho e a falta de efetivo como fatores que aumentam o adoecimento mental. A psicóloga Jéssica Tonioti da Purificação, representante do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP), alertou sobre a necessidade de um olhar preventivo para identificar fatores de risco entre esses profissionais.