A nova série da Netflix sobre o desastre do Césio-137 em Goiânia explora a dimensão humana de uma das maiores tragédias radiológicas do mundo. A produção retrata o impacto imediato da contaminação e o trabalho de profissionais de saúde que atuaram para conter a crise.
No entanto, a narrativa deixa de lado o que ocorreu com as vítimas e os rejeitos radioativos após o evento. A Associação de Vítimas do Césio-137 aponta que o número de óbitos pode chegar a 60 e que pelo menos 1,6 mil pessoas foram diretamente afetadas.
O acidente aconteceu em 13 de setembro de 1987, quando catadores encontraram um aparelho de radioterapia abandonado. Dentro da máquina estava uma cápsula com Césio-137, material altamente radioativo que, ao ser descoberto, atraiu a curiosidade de muitos, resultando em contaminação generalizada.
Atualmente, o local do acidente é monitorado por técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e o terreno onde a cápsula foi aberta permanece isolado por medidas de segurança. O impacto da tragédia ainda é sentido, com as vítimas sendo lembradas e suas histórias preservadas.