Professores do Paraná aprovam greve por tempo indeterminado e iniciam mobilização

Educadores da rede estadual do Paraná decidiram entrar em greve a partir de 23 de março, caso o governo não apresente proposta que atenda suas reivindicações.
Foto: H2FOZ
Foto: H2FOZ

Professores e funcionários da rede estadual do Paraná aprovaram a deflagração de greve por tempo indeterminado, com início em 23 de março, condicionada à apresentação de uma proposta concreta do governador Carlos Massa Ratinho Junior que atenda às reivindicações da categoria. A decisão foi tomada em assembleia estadual extraordinária on-line, e a categoria já iniciou uma agenda de mobilização nas escolas e comunidades.

Os educadores destacam o descompasso entre os indicadores divulgados pelo governo e as condições enfrentadas nas escolas, especialmente no que tange à remuneração. O Paraná é apontado como um dos estados com os menores salários iniciais do país, o que revela um cenário de desvalorização profissional. As principais demandas incluem a equiparação salarial com outras carreiras de nível superior do Executivo estadual e a reposição inflacionária acumulada.

A pauta também abrange a reestruturação das tabelas dos funcionários de escola, a revisão de descontos previdenciários sobre aposentadorias e o pagamento de direitos como quinquênios, anuênios, promoções e progressões atrasadas. Representantes sindicais afirmam que os estudos técnicos já foram apresentados ao governo, restando agora uma decisão política para que medidas sejam encaminhadas à Assembleia Legislativa.

Os educadores enfatizam que a mobilização visa não apenas ganhos financeiros, mas também o reconhecimento da importância da profissão e melhores condições para a educação pública no estado. A categoria alerta que, apesar de o governo divulgar índices de desempenho, os salários permanecem baixos, destacando a desvalorização que atinge especialmente as mulheres. A presidente da APP-Sindicato/Foz, Janete Batista, declarou que, se não houver proposta até o dia 20, a responsabilidade pelo fechamento das escolas será do governador.