A Frente Parlamentar do Hidrogênio Renovável e Biocombustíveis da Assembleia Legislativa do Paraná realizou um encontro no Auditório Legislativo para debater os impactos geopolíticos da guerra do Oriente Médio no mercado de commodities e a importância do Paraná nesse contexto. O grupo decidiu encaminhar um ofício ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, solicitando a elevação da mistura de biodiesel de 15% para 20% no diesel, diante da escassez do combustível no mercado e visando a transição energética.
A reunião foi conduzida pela deputada Maria Victoria, que ressaltou a relevância do tema para a economia paranaense, especialmente em função das discussões globais sobre segurança energética. O estado se destaca na produção de soja e milho, que são essenciais para biocombustíveis, e deve ganhar mais visibilidade com a divulgação do novo mapa mundial da transição energética na COP em outubro na Alemanha.
Maria Victoria alertou sobre os efeitos da guerra no abastecimento de combustíveis e defendeu a ampliação da mistura de biodiesel como uma estratégia para reduzir a dependência externa. Ela enfatizou a importância de antecipar a mistura para 20% para posicionar o Paraná de forma significativa na economia mundial e destacou o potencial do estado na produção de etanol, que pode fortalecer sua liderança em combustíveis sustentáveis.
O vice-presidente do Grupo Potencial, Carlos Eduardo Hammerschmidt, também destacou a importância do debate sobre a transição energética, especialmente em um cenário internacional de instabilidade. Ele ressaltou que o Brasil está pronto para aumentar a porcentagem de biodiesel no diesel, que é o principal combustível do transporte e do agronegócio, e que a segurança energética é fundamental para a segurança geopolítica. Patricia Arantes de Paiva Medeiros, da Sociedade Rural, contribuiu com a ideia de que o Brasil pode garantir segurança energética para si e para outros países.