O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) ouviu, nesta segunda-feira, o deputado estadual Renato Freitas apresentar sua defesa em dois processos que tramitam contra ele. Os casos envolvem uma confusão no Legislativo e uma manifestação em um supermercado de Curitiba. Durante a reunião, também foi redesignada a relatoria de um terceiro processo contra Freitas.
Freitas apresentou sua versão no âmbito do processo 03457-12/2025, que o acusa de quebra de decoro parlamentar em uma briga ocorrida em 24 de fevereiro de 2025. A confusão envolveu o deputado Márcio Pacheco e o assessor Kenny Niedzwiedz. A denúncia, feita pelo deputado Tito Barichello, alega que Freitas ofendeu os dois e desferiu um golpe contra o assessor após uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Renato Freitas reconstituiu o episódio, afirmando que sua crítica foi restrita à postura do funcionário e que não houve conflito posterior entre eles. Ele destacou que a situação foi mal interpretada e que se afastou do assessor após a discussão. A fase atual do processo segue após a oitiva de testemunhas, onde o assessor negou ter ironizado Freitas e afirmou ter sido empurrado.
O relator do caso, deputado Doutor Leônidas, e o advogado de Freitas, Edson Vieira Abdala, participaram da sessão e questionaram o parlamentar sobre os eventos. A discussão no Conselho de Ética continua à medida que os processos se desenrolam.