O veículo utilizado para os deslocamentos do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, faz parte de uma frota de quatro caminhonetes blindadas adquiridas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão em 2024, totalizando R$ 1,9 milhão. Cada caminhonete custou R$ 480 mil aos cofres públicos.
A segurança institucional de Dino foi alertada no ano passado sobre um suposto monitoramento ilegal de seus deslocamentos em São Luís. O caso foi encaminhado à Polícia Federal, sendo redistribuído para o ministro Alexandre de Moraes, que autorizou uma busca e apreensão contra o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, que publicou reportagens sobre o uso do carro por Dino.
O contrato para a compra das caminhonetes blindadas, modelo Toyota SW4, foi assinado pelo desembargador Paulo Sérgio Velten Pereira, presidente do tribunal estadual, com recursos do Fundo Especial de Segurança dos Magistrados. A decisão que autorizou a busca contra Almeida destacou que o autor teria utilizado mecanismos estatais para identificar os veículos, o que poderia ter colocado em risco a segurança de autoridades.
A decisão de Moraes gerou críticas de diversas entidades da imprensa, que alegam que a medida representa uma ameaça ao livre exercício do jornalismo e à proteção do sigilo da fonte. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo repudiou a determinação, considerando-a um risco à categoria.