Ministro Dias Toffoli se declara suspeito em processo sobre Banco Master e CPI

O ministro Dias Toffoli do STF se declarou suspeito em ação relacionada ao Banco Master, no mesmo dia em que foi escolhido para relatar pedido de CPI sobre a instituição.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli declarou sua suspeição em relação às acusações sobre seu envolvimento no Banco Master, do qual era relator. Ele citou o Código de Processo Civil ao afirmar: "declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo" e determinou que o processo fosse encaminhado à Presidência da Corte para as devidas providências.

A declaração de suspeição ocorreu no mesmo dia em que Toffoli foi sorteado para relatar um mandado de segurança que solicita a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a relação entre o Banco Master e o BRB (Banco Regional de Brasília). O pedido foi feito pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que denunciou omissão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na instalação da CPI.

Toffoli havia deixado a relatoria do caso em 12 de fevereiro, após a Polícia Federal (PF) enviar um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, sobre a perícia no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O ministro foi aconselhado por colegas a se afastar do caso devido ao desgaste que sua atuação estava causando ao Supremo.

A PF encontrou diversas menções a Toffoli no celular de Vorcaro, o que levou à solicitação de sua declaração de suspeição. Toffoli negou ter vínculos com Vorcaro e afirmou que não recebeu qualquer valor do banqueiro ou de seu cunhado. O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025, após identificar irregularidades financeiras.