Mulher de magistrado nega mensagens e revela serviço prestado ao Banco Master

Advogada afirma não ter recebido mensagens de Vorcaro e divulga trabalho realizado para o banco, enquanto polícia apreende mais celulares do banqueiro.
moraes-e-mulher-ae-750x500-1

A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, negou ter recebido mensagem em que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, perguntava sobre notícias ou bloqueios. Com isso, ela enfraquece a versão do próprio marido, que afirmava que os prints dos textos enviados pelo banqueiro foram armazenados em pastas junto com os contatos das pessoas que os receberam e, depois, entregues à CPI do INSS.

No material sob custódia da CPI, a anotação com o questionamento de Vorcaro é um arquivo armazenado numa pasta junto com o contato de Viviane. Na nota, ela disse que “não recebeu as referidas mensagens”. Esse fato torna as versões de Moraes e da mulher incompatíveis.

A assessoria de comunicação do STF foi acionada sobre a afirmação de Viviane, mas não houve retorno. O fato de dois arquivos estarem na mesma pasta criada pelo programa de processamento de dados usados pela PF e compartilhado com a CPI não indica automaticamente correlação entre eles. Apenas que as “impressões digitais” deles têm trechos iguais e, por isso, são armazenados juntos.

Viviane Barci de Moraes também falou pela primeira vez sobre os serviços prestados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Ela afirmou ter produzido 36 pareceres e realizado 94 reuniões de trabalho. A advogada tinha um contrato que previa remuneração de R$ 129 milhões ao longo de três anos. A informação foi divulgada no fim do ano passado, depois que o contrato foi encontrado pela Polícia Federal no celular apreendido do empresário.