Em um jogo marcado por ação e reação, a bola foi apenas uma referência para um jogo de medo e de pânico pela derrota, e de força bruta pelo físico. De futebol bucólico, na calada da tarde, em uma fazenda, entre peões, não seria pior.
A solução para a conquista do título foi remetida para os pênaltis, e aí, entrou em campo a história do Operário que dá peso à sua camisa: 4×3. Fantasma bicampeão paranaense!
A justiça não é abstrata ou subjetiva, ela existe ou não existe em razão de um fato positivo ou negativo. E, no caso, o Londrina criou o fato que decidiu o título: No último lance, o atacante Fabiano, com a bola do título, na frente de um goleiro em pânico, chutou-a para fora.
O que decide um jogo e um campeonato não são as virtudes, mas os erros.